Um grupo de homens curdos – os bardos dengbêj de Diyarbakır (Amed) – reúne-se diariamente num lugar recôndito e aberto ao público, onde passam a tarde a cantar um repertório de histórias folclóricas, um a um e a nu, sem qualquer acompanhamento instrumental.
Haja ou não audiência, o ânimo das pequenas provocações que sincopam o canto e as palavras que rasgos vocais agudos entrecortam, aproximam-nos da sua linhagem mítico-histórica, entre travalínguas arcaicos, tragédias amorosas e epopeias bélicas.
Abril 2026